. .

03

Do despertar ao porvir
Lafaiete Pena Mesquita

 

Na aurora, a luz bruxuleante e tênue é tímida
Imagem perfeita de uma vela que se acende,
Titubeia, tremeluz e se firma vagarosamente… (nasce a criança)

No alvorecer, dilúculo e crepúsculo matutino,
Pouco a pouco, toma corpo e logo se derrama,
Entre os montes e vales verdejantes… (rápido ela cresce)

Dia feito, manhã de céu azul, esfuziante,
Já vestida dos quentes raios do sol,
Mostra seu calor em todos os quadrantes… (sua vida acontece!)

Súbito, porém, despede-se a manhã.
O sol a pino divide o tempo. É meio-dia!
Ao longe, ouvem-se as badaladas da Ave-Maria…  (as trincas da vida aparecem)

Timidamente, então, a luz vai se apagando.
E no poente vai dizer para toda gente,
Que a noite vem chegando… (e ela envelhece)

Entretanto, nunca se esquece,
De lutar dia-a-dia.
Pelejar sempre a jornada que aparece,
No constante afã da porfia!

Desistir é palavra que desconhece!
A cada instante, cada momento,
Tem nos lábios um sorriso que arrefece,
Se os sonhos sonhados são tormento…

Assim, no cair da noite de sua vida,
Pode dizer aos amigos, todo crente,
Que viver CEM ANOS… Importante!
É brinquedo de criança que virou gente…